COMENTÁRIOS
Venda do Quartel General da PMERJ e de outros batalhões
17. Artigo sobre QG da Polícia Militar
Memorável intervenção do estimado Cel PM Wilton Soares Ribeiro sobre a venda do nosso Quartel General. Conclamo aos demais companheiros que ocuparam o tão honrado cargo de Comandante Geral da PMERJ a se posicionarem corajosamente sobre o assunto. O momento é de união e que nossos líderes hajam com galhardia em defesa dos nossos interesses. Cel PM Dirceu Gonçalves de Lima
*E-mail enviado em 01.05.2012
16. AO DD PRESIDENTE DO CLUBE DOS OFICIAIS
Não posso e não devo calar-me nesse grave momento de extermínio do Patrimônio Policial Militar, por isso encaminho-vos minha colocação a respeito do problema.
Qual é a lógica da venda do Quartel General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro?
1. Não é a lógica da modernidade, pois se fosse, seria demolido o Quartel General atual e construído no mesmo local, um prédio moderno, funcional e inteligente;
2. Não é a lógica do “desaquartelamento”, pois a Polícia sem base é a Polícia propícia a aderir ao movimento dos sem-quartel, pois a Polícia sem quartel daria margem a política de governo da “dessecretarização”, da “desdelegacização”, da “desbombeirização”, da “desessequização”, da “desprocurizaçâo”, da “descamarização”, enfim da “dessedização”, isto é nenhum serviço público mais, necessitaria de Sede, desta forma, estas poderiam ser vendidas açodadamente e gulosamente, implantando-se de vez, a escola peripatética de administração. Mas como tal fato só está a envolver a Polícia Militar, cabe a pergunta, por que só o PM tem que perder a sua casa?
3. Não é a lógica do mimetismo ao se tentar copiar as civilizações ditas mais modernas, pois nós, em nossas viagens de estudo de polícia comparada, pudemos visitar, inspecionar, fotografar e filmar, o Quartel General da famosa Polícia Francesa (é um quarteirão), da Scotland Yard, (é um quarteirão), da Polícia fardada alemã, (são dois quarteirões), dos Carabineiros do Chile e da Itália, (grandes Quartéis), da Polícia de Nova York, majestosa construção, a render homenagens àqueles que ali trabalham, enfim, todas as Policias do dito 1º mundo e àquelas que tivemos oportunidade de visitar no cone sul, possuem dignas instalações para seus Quartéis Generais;
4. Não é a lógica das Forças assemelhadas de terra, a exemplo de nosso glorioso co-irmão, o Exército Brasileiro, que ao longo de sua existência teve e terá sempre alguns de seus quartéis fechados, vendidos ou doados, é que, nesse caso, o seu inimigo é diferente, dada a sua missão, desta forma, hoje, ele está na Amazônia, é lá que nos dias de hoje, o Brasil corre risco em sua integridade territorial e consequentemente soberania nacional, é para lá portanto que seus quartéis tem se deslocados, não é o nosso caso, porquanto nosso inimigo (adversário), o criminoso, o traficante de drogas, o portador de fuzis, pistolas e granadas, os batedores de carteiras, os homicidas, os ventanistas, efetivos e potenciais, podem surgir a qualquer hora, e em qualquer parte de nosso território, daí a necessidade de mantermos nossas bases operacionais (Quartéis) onde estão e, de acordo com a necessidade, nos articularmos e desdobrarmos cada vez mais em outros núcleos;
5. Não é a lógica da ausência de recursos para manutenção, seria risível, indigno, vergonhoso, vexatório e até assustador, pois, primeiro, todo orçamento sério e responsável teria obrigatoriamente que contemplar tal necessidade, e segundo, para onde o Comando fosse deslocado, sua nova sede (mesmo que fossem contêineres ciganos) teria que ser manutenido (despesas).
Enfim, não conseguimos vislumbrar dentro de um enfoque científico, qualquer suporte técnico, operacional, tático ou estratégico que amparasse a iniciativa da venda do Quartel General da PMERJ.
Não conseguimos vislumbrar, em termos de respeito profissional ao homem e mulher policial militar e funcionalidade das instalações PM, como um Comando obraria em sua missão diuturna de comandar 70.000 homens e mulheres fardados e armados, com poder de vida e de morte sobre seus semelhantes, com necessidades logísticas monstruosas e terríveis, às quais, cada uma demanda lugar seguro e compatível para apoiar a tropa com material bélico, almoxarifado, tesouraria, rancho, alojamento, salas de aula e pátios para permanente instrução, etc, além da necessidade de departamentalização ótima para um Estado Maior, nas já acanhadas e acotoveladas, e também a necessitar melhorias, instalações do BPChq (sem falar que a qualquer momento poderá também entrar na batalha da caixa registradora das companhias imobiliárias (ainda bem que tombado está).
Não conseguimos igualmente, vislumbrar, como, além de fazer a Polícia Ostensiva, também preservar a Ordem Pública (Art. 144 da Constituição Federal), sem que tenhamos o mínimo de espaço físico para colocar nossos homens, periodicamente, como soe acontecer ao longo de 204 anos, em regime de sobreaviso, expediente prolongado, prontidão e ordem de marcha.
Não nos esqueçamos que distúrbios civis são cíclicos, o que está em ordem hoje, amanhã poderá não estar.
Facilmente, independente de qualquer, ideologia, nas grandes cidades principalmente, uma massa humana pode se transformar de aglomeração em multidão, daí em turba e turba multa, e nesses casos somente as Polícias Militares, por capitulação constitucional e competência profissional, historicamente, tem conseguido evitar a dissolução do Estado/Governo, evitando males inimagináveis.
Portanto aqueles que inadvertidamente tem criticado que Quartéis de Polícia são grandes, tem campos de futebol, ginásios de educação física, grandes alojamentos, etc, estão a apostar no caos, nos massacres, nos grandes desastres, na morte coletiva de brasileiros por ocasião de distúrbios civis. Essas pessoas, seja por inocência, ignorância, desconhecimento, romantismo exacerbado ou caracterizada má fé são um mal para a população fluminense.
Finalmente, registramos, que estamos a ver sim; na venda do QG/PMERJ:
a. A lógica das 400 moedas,
b. A lógica do desamor institucional e do desconhecimento total e absoluto a respeito de 204 anos de luta, prestação de serviço e proteção à sociedade por parte da gloriosa corporação Policial Militar,
c. A lógica da obediência ( a exemplo da venda da nossa ESPM – Escola Superior de Polícia Militar) à irrefreável sanha da especulação imobiliária a atropelar, sepultar, destruir qualquer coisa que lhes ouse opor obstáculos na busca dos cada vez maiores ganhos. Essas pessoas não tem compromisso com a história e nem com o sangue Policial Militar derramado. Nós temos.
Vamos encerrar companheiros, falando um pouco de história, honra e sentimento.
No espaço físico de solo pátrio denominado QG da PMERJ, localizado na Rua Evaristo da Veiga, nº 78, não ficam só sediadas as vetustas instalações do nosso Comando Geral.
Lá estão imersos e vagueantes também, os espíritos de brasileiros que para ali foram em outrora hospital terem sua qualidade de vida melhorada. Estão imersos e vagueantes os espíritos dos religiosos capuchinhos da ordem dos barbonos, que ali passavam suas longas vidas a conversar com Deus.
Lá está a 1ª muda de café plantada no Brasil.
Lá vagueiam os garbosos espíritos dos fundadores e mantenedores dos destinos da ínclita Irmandade Nossa Senhora das Dores, entre eles do Imperador Pedro II, fundador de sua Imperial Capela, erguida para homenagear os heróis da Guerra do Paraguai.
Lá estão imersos e vagueantes os espíritos do Marechal Vidigal, Comandante da Guarda Real de Polícia; do Brigadeiro Castrioto, 1º Comandante da Polícia Militar do antigo Estado do Rio de Janeiro; do Major Portugal, Conselheiro de Dom Pedro I; dos Coronéis Assunção e João José de Brito e todas as suas tropas, heróis da guerra do Paraguai; do Duque de Caxias, que comandou a Polícia Militar durante 7 anos; do Marechal Hermes da Fonseca, Chefe do Estado Maior, Comandante da PM e Presidente da República; do saudoso Coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, e tantos outros brasileiros ilustres, e principalmente, por lá vagueiam os ensanguentados espíritos e/ou as memórias ou ainda as claudicantes presenças físicas dos mais de 5.000 policiais militares mortos ou feridos, amputados, tetraplégicos, loucos, arruinados física e mentalmente.
Principalmente por esses heróis sociais, pelo perceptível e permanente cheiro das gotas, ribeiros e igarapés de sangue, que a criminalidade fez brotar de suas veias por estarem defendendo os homens, mulheres e crianças de nosso Estado do Rio de Janeiro, sangue esse entranhado em cada grão de areia formador daquele divino solo, que não podemos desistir.
Queremos também que nossos espíritos por lá vagueiem, quando nossa hora chegar, até a eternidade, junto com nossos bicentenários heróis, temos esse direito.
O Quartel General da Rua Evaristo da Veiga nº 78 tem que continuar com a sua vocação de eternidade, para o bem de toda a população fluminense.
Nós, a PMERJ, todos os nossos ancestrais e a população fluminense, precisamos de todo e qualquer centímetro quadrado do solo pátrio do QG/PMERJ. Ele é nosso, não foram os homens, foi a história que nos deu.
Por isso somos contra, radicalmente contra, irreversivelmente contra a venda do QG da PMERJ, e/ou qualquer outro patrimônio da PMERJ. Para isso contamos com o espírito patriótico de todo PM vivo ou morto.
Selva!
WILTON SOARES RIBEIRO – CEL PM
15. Se deixar, o Governo do Estado vende todos os batalhões da Polícia Militar. Congratulações ao vereador Carlo Caiado que luta pelo tombamento do QG, patrimônio público carioca e nacional. Anônimo.
14. Quando a questão veio a público cheguei a enviar e-mail ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural) questionando a venda. O interessado na compra do Quartel General da PMERJ seria a Petrobras que assim expandiria sua sede situada na Avenida Chile. Ocorre que o referido aquartelamento é um prédio histórico, construído no século XVIII como um mosteiro e que, posteriormente, passou a abrigar a sede do comando da Guarda Nacional da Polícia, além de abrigar no seu interior a Capela da Nossa Senhora de Lourdes. Também foi desse aquartelamento que as tropas do 31º Batalhão de Voluntários da Pátria saíram para combater na Guerra do Paraguai. Eu pergunto se tal medida, qual seja a venda, é legal, tendo em vista as características e as origens históricas do prédio em questão. Também pergunto se o tombamento da construção em comento pode ser decretado de ofício pelo IPHAN ou se depende de provocação dos órgãos envolvidos. Paulo Fontes
13. A demolição do 6º BPM (Tijuca) é uma irresponsabilidade e falta de respeito com a história do Rio e da própria corporação. Solicito uma postura proativa contra a demolição desse belíssimo exemplar neoclássico. A proposta de modernização das unidades é válida, mas apagar esse patrimônio é um CRIME! E pior: no lugar deste belo prédio, o projeto prevê a construção de um terrível exemplar de arquitetura pós-moderna em vidros azuis. AME/RJ, ajude a salvar o batalhão e a história da PMERJ - Pedro Rodrigues
12. Creio que o valor histórico dos prédios em questão justifique solicitação de tombamento junto ao IPHAN e que a deflagração de processo administrativo naquela instância federal, poderia, se necessário, ser cumulada à competente ação judicial. Wanderby Braga de Medeiros –Ten Cel PM
11. Sou contra as demolições de quartéis, que são a história do nosso País! Anônimo
10. Quando alguém procura melhorar com obras, deve-se ter cautela. Na PM e BM há prioridades a serem feitas, mas infelizmente elas não trazem lucros financeiros e por isso são postergados a um segundo plano. Nildo Pragana - Cel Ref PMDF
9. Venho reclamando em artigos no meu blog a respeito desse imediatismo. Absurdo! Não satisfeitos em desmoronar moralmente a Corporação, esses efêmeros mandatários políticos intentam desmoroná-la fisicamente destruindo quartéis históricos. Pior é que os ocupantes do poder interno não se pronunciam. Estão silentes de tal modo que parece que não amam a bicentenária Corporação, nem manifestam respeito pelas conquistas de nossos antepassados, pois cada edificação é resultado de muito suor e luta daqueles que se foram para a inatividade ou para o além-túmulo. Devemos reagir a isso com veemência! É questão de honra! E nós juramos sempre honrar a PMERJ perante o Pavilhão Nacional, até com o risco da própria vida. Emir Larangeira – Cel PM Ref
8. Muito embora seja Coronel do Corpo de Bombeiros, vejo que a venda do imóvel para outro fim é um desrespeito a bicentenária, respeitosa e querida POLÍCIA MILITAR. Uma Corporação Militar não pode ser "depredada", sucateada nem despejada por interesse financeiros de outrem. Cel RR BM Ward de Souza Gusmão - Diretor da Brigada de Incêndio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro
7. O simples fato de aventar tal possibilidade já demonstra o total desrespeito desta autoridade com os policiais militares e com as suas centenárias tradições. O que estará por trás disto? Locantes, Toesas, etc...etc...! Cel PM Dirceu Gonçalves de Lima
6. Sou completamente contra a venda do Quartel General da PM. Será que os nossos companheiros militares do exército deixariam vender o Palácio Duque de Caxias? Fernando Antônio Gonçalves
5. Sou contra, porque muitos batalhões se constituem em valores históricos!!! Roberto Garcia
4. Extinguir o conceito de aquartelamento na corporação? Onde serão as bases da PM sem os quartéis? Vejo os quartéis como "templos sagrados" do militarismo, que se revestem de companheirismo e solidariedade a bem dizer, a segunda casa de toda a família policial e bombeiro militar. A meu ver, a decisão de vendê-los é equivocada. Luana Leite - Jornalista
3. A venda do Quartel General da Polícia Militar do Rio é uma tentativa do governo do Estado de enfraquecer a união da tropa. Acabar com um prédio bicentenário é uma imensa covardia, tanto para os PMs como para a sociedade democrática. As entidades representativas da classe não devem se calar. Proponho que seus respectivos presidentes emitam uma nota de repúdio contra a vergonhosa medida. Anônimo
2. Sou totalmente contra a alienação dos aquartelamentos. Eles fazem parte da história e da tradição da instituição. Querem acabar com a PMERJ!!! Hélio Rosa
1. Totalmente contra. Quando se trata de obras deve-se ter a máxima cautela. Cel Ref PMDF Nildo Pragana
|